Na tapeçaria silente desta última noite de dezembro, quando o ano tece seu adeus suave e as estrelas brilham como promessas distantes, elevo meu coração a Ti, ó Guardião das almas.
Que Teu abraço seja meu manto contra a frieza do mundo, e Tua paz, o bálsamo que acalma o espírito. Concede-me um repouso que revigore a essência, como a neve que cobre a terra, preparando-a para a primavera. Dissipa as sombras da preocupação, e que meus sonhos sejam campos de serenidade sob Tua vigilância.
Sou grato, Pai, pela jornada que se encerra. Cada passo, cada riso, cada desafio que moldou meu ser neste ciclo que culmina. Grato pelo calor da família, pelo pão de cada dia e pela Tua presença constante, um farol na névoa dos dias que passaram, guiando-me para o limiar de um novo começo. Que meu despertar seja uma nova melodia de fé e esperança, pronta para os acordes do amanhã.
Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? (Isaías 43:19)