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Evangelho

Evangelho do Dia 4 de Setembro de 2026 | Lc 5,33-39

04 de setembro, 2026 · 5 min de leitura
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Evangelho do Dia — 4 de Setembro de 2026
Lucas 5,33-39 · Sexta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum · Ciclo A

Os fariseus perguntam por que os discípulos de Jesus não jejuam. A resposta é uma imagem simples: vinho novo em odres velhos rasga o couro e o vinho se perde. O Evangelho cria algo que as formas antigas não conseguem conter.

O Evangelho de hoje — Lucas 5,33-39

Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: “Os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações, o mesmo acontece com os discípulos dos fariseus; ao contrário, os teus comem e bebem.”

Jesus respondeu: “Podeis fazer os convidados do noivo jejuarem enquanto o noivo está com eles? Mas virão dias em que o noivo lhes será tirado; então, nesses dias, eles jejuarão.”

Jesus ainda lhes propôs uma parábola: “Ninguém rasga um pedaço de roupa nova para remendar uma roupa velha; caso contrário, rasga a roupa nova, e o remendo da nova não combina com a velha.

E ninguém coloca vinho novo em odres velhos; caso contrário, o vinho novo romperá os odres, o vinho se derramará e os odres se perderão. Ao contrário, o vinho novo deve ser posto em odres novos.

E ninguém que bebeu o vinho velho quer o novo, pois diz: ‘O velho é melhor.'”

Palavra do Senhor.

A pergunta sobre o jejum e o que ela revela

A reclamação dos fariseus é compreensível dentro do contexto religioso da época. Jejum era prática piedosa consolidada — os discípulos de João Batista jejuavam, os fariseus tinham seus dias fixos. Os discípulos de Jesus, aparentemente, não seguiam esse padrão. Por quê?

A resposta de Jesus não nega o valor do jejum. Ele usa a imagem do noivo e dos convidados: quando o noivo está presente, ninguém jejua — é festa. Virá o momento em que o noivo será tirado, e então o jejum terá seu lugar. Mas o ponto não é regulamentar o jejum. O ponto é dizer algo sobre a presença de Jesus: onde ele está, é festa.

Vinho novo em odres velhos: o problema não é o vinho, é o recipiente.
O Evangelho não é um conteúdo novo numa embalagem antiga. Ele transforma a embalagem também.

As duas imagens seguintes — o remendo e o vinho — dizem a mesma coisa de formas diferentes. Não se pode usar a novidade do Evangelho como “remendo” de uma estrutura religiosa antiga sem consequências. A novidade rasga o tecido antigo. O vinho novo fermenta e arrebenta o couro velho. Não é má vontade — é química. É a natureza da coisa.

A frase final é curiosa e honesta: “ninguém que bebeu o vinho velho quer o novo, pois diz: o velho é melhor.” Lucas não comenta. Só registra. É um retrato de resistência humana à mudança — e Jesus parece reconhecê-la sem condená-la diretamente.

Reflexão devocional

Existe uma tensão real na vida espiritual entre o que é tradição e o que é novidade. A tradição é boa — ela guarda memória, mantém identidade, conecta gerações. Mas quando a forma se torna mais importante que o conteúdo, quando a prática religiosa existe para si mesma, o vinho se perde.

Jesus não está abolindo o jejum, a oração ou as práticas herdadas. Está dizendo que elas precisam servir à vida com Deus, não substituí-la. Um jejum que não nasce de desejo real vira protocolo. Uma oração repetida por obrigação vira ruído. O recipiente precisa ser capaz de guardar o que nele se coloca.

A pergunta que fica é pessoal: que “odres velhos” você está tentando usar para conter algo que Deus está fazendo de novo na sua vida? Quais formas — de oração, de comunidade, de entendimento de Deus — estão impedindo o vinho de circular?

Aplicação prática para o seu dia

Não é uma questão de jogar fora toda prática antiga. É uma questão de verificar se as formas que você usa ainda servem ao propósito para o qual existem.

Há alguma prática religiosa que você faz por hábito, sem que ela alimente nada? Às vezes o ritual esvaziou o sentido. Vale parar e perguntar: por que faço isso?

Tem algo que Deus está fazendo em você que você está tentando encaixar em moldes antigos? Uma nova fase de vida, um chamado diferente, uma compreensão de fé que cresceu — e você ainda quer caber no mesmo espaço de antes.

O que precisaria mudar de forma para que o conteúdo não se perdesse? Não é sobre abandonar. É sobre permitir que o recipiente cresça junto com o que ele carrega.

Perguntas frequentes sobre o Evangelho de hoje

O que Jesus quis dizer com vinho novo em odres velhos em Lucas 5,33-39?

Jesus usa a imagem dos odres — recipientes de couro que ficam rígidos com o tempo — para ilustrar que a novidade do Evangelho não cabe em estruturas religiosas inflexíveis. O vinho novo fermenta e expande; um odre velho e endurecido não aguentaria a pressão. A mensagem é que a fé exige abertura e renovação constante.

Por que os discípulos de Jesus não jejuavam como os de João Batista?

Jesus explica que a presença do noivo (ele mesmo) transforma o jejum em celebração. O jejum tem seu lugar — “virão dias em que o noivo lhes será tirado” — mas enquanto Jesus está presente fisicamente com os discípulos, a festa prevalece. Não é rejeição do jejum, é discernimento de tempo.

O que significa a frase final sobre quem prefere o vinho velho?

É um retrato realista da resistência humana à mudança. Quem está acostumado com formas antigas acha que elas são melhores — não por maldade, mas por familiaridade. Jesus o registra sem julgá-lo diretamente, mas o contexto deixa claro: a novidade do Evangelho exige disponibilidade interior.

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Equipe Mensagem de Hoje – Imagem meramente ilustrativa gerada por IA

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