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Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas)

Reflexão Diária – 21 de Julho de 2025: O Poder da Decisão em Tempos Incertos

20 de julho, 2025 · 3 min de leitura
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“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar. Em caminho incerto, o mais certo é decidir.”

Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas)

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, conhecida pelo pseudônimo Cora Coralina, foi uma das mais importantes poetisas e escritoras brasileiras. Nascida na Cidade de Goiás em 1889, viveu uma vida simples como doceira, e começou a publicar seus livros apenas aos 76 anos de idade, conquistando reconhecimento tardio, mas duradouro, por sua obra que retrata o cotidiano, as raízes goianas e a sabedoria popular, sempre com uma linguagem singela e profunda. Sua poesia é um testamento de resiliência e observação da vida.

Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas) - Citação
Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas)

A vida, em sua essência, é um emaranhado de incertezas e reviravoltas. Há momentos em que o solo sob nossos pés parece sumir, e a sensação de desabamento é quase palpável. Diante desse turbilhão, a citação de Cora Coralina ecoa como um lembrete poderoso: a despeito das circunstâncias externas, a decisão final sempre reside em nós. Não é o que nos acontece que nos define, mas como escolhemos reagir a isso.

Pensemos na trajetória de Cora Coralina. Uma mulher que viveu grande parte de sua vida no anonimato, trabalhando como doceira, e que só viu sua obra ser reconhecida na velhice. Ela enfrentou as adversidades do tempo, do preconceito e da invisibilidade, mas nunca desistiu de sua paixão pela escrita. Sua própria vida é um exemplo vivo da citação: ela poderia ter se entregado ao desânimo, poderia ter chorado as oportunidades perdidas, poderia ter permanecido na sombra, mas escolheu lutar, perseverar e, acima de tudo, decidiu publicar, compartilhar sua voz e seu olhar único sobre o mundo.

A “decisão” mencionada por Cora Coralina não é meramente uma escolha entre opções; é um ato de autodefinição. É o momento em que tomamos as rédeas da nossa narrativa e assumimos a responsabilidade pela direção que queremos dar à nossa existência. Em um mundo onde somos constantemente bombardeados por informações e opiniões, onde a busca por certezas é quase obsessiva, Cora nos convida a abraçar a incerteza do caminho, mas a ancorar nossa bússola na firmeza de nossas próprias escolhas.

Quando nos deparamos com um obstáculo, a primeira reação pode ser de paralisação ou de busca por culpados. No entanto, a sabedoria da poetisa nos puxa de volta para o nosso centro: “cabe a mim decidir”. É um convite à introspecção e ao empoderamento. Você pode chorar, e está tudo bem em sentir a dor do desabamento. Mas mesmo o choro pode ser uma decisão, um desabafo necessário para limpar a alma e abrir espaço para a próxima escolha. Você pode ir ou ficar, mas essa ação deve ser um reflexo de sua vontade, não da inércia. Você pode desistir, mas essa também é uma decisão, e muitas vezes, a decisão mais difícil é a de seguir em frente.

O que Cora nos ensina é que a verdadeira liberdade reside na capacidade de decidir, independentemente do cenário. Em um “caminho incerto”, a única certeza que podemos cultivar é a nossa autonomia de escolha. Isso não significa que a decisão será fácil ou que trará um resultado imediato e mágico. Significa que, ao decidir, nós nos tornamos agentes da nossa própria transformação, deixando de ser meros espectadores da nossa vida. É nesse ato de decidir que reside a nossa força mais profunda, a nossa resiliência e a nossa capacidade de encontrar sentido mesmo na mais densa neblina da incerteza. Que hoje, e todos os dias, possamos abraçar o poder da decisão, fazendo dela o nosso guia mais certo.

Criação & Pesquisa: Geração Automática

Artes: IA Blog do Lago

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