Ao cair deste manto indigo sobre o mundo, e o sopro gélido de novembro acaricia a janela, erguemos nossos olhares para Ti, ó Paciência Divina.
Que a Tua quietude, como a névoa que abraça os campos ao amanhecer, inunde nossos corações, dissolvendo as teias da ansiedade. Protege-nos, ó Guardião, sob a abóbada estrelada da Tua presença, onde nenhum temor pode habitar. Concede-nos um sono que regenere, uma pausa bendita, para que corpo e espírito floresçam novamente, como a semente que repousa na terra fria, aguardando a primavera.
Rendemos graças pelo mosaico de experiências deste domingo, pelas risadas que ecoaram, pelas lições que moldaram e pela silenciosa companhia da Tua graça. Cada respiração, cada instante de beleza percebida na efemeridade das cores do outono, é um testemunho da Tua generosidade.
Que nossa fé seja a âncora que nos mantém firmes, na certeza de que Tuas mãos nos seguram até o novo alvorecer. Amém.
O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre. (Salmos 121:7-8)






